sábado, 19 de junho de 2010

Saramago

«Só se nos detivermos a pensar nas pequenas coisas chegaremos a compreender as grandes.»
José Saramago
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O Prémio Nobel da Literatura, morreu ontem, aos 87 anos, na sua casa de Lanzarote.
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Em jeito de homenagem, aqui fica a animação do seu único conto infantil.


sexta-feira, 18 de junho de 2010

Boa leitura aborrecimento cura

Nove autores portugueses (Dulce Maria Cardoso, Francisco José Viegas, Gonçalo M. Tavares, Hélia Correia, Mafalda Ivo Cruz, Mário Cláudio, Rui Zink, valter hugo mãe e Ricardo Miguel Gomes) aceitaram o desafio de escrever um conto policial.
O resultado desta perigosa experiência é um tiro certeiro: nove contos policiais de alto calibre!
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«É um crime, caro leitor. Um crime! A vítima somos nós, leitores portugueses, e não há dados que nos apontem para um possível assassino. É praticamente um dado unânime que a literatura portuguesa é vítima de um crime de ausência: a do policial entre a nossa ficção. (...) Talvez a melhor solução seja mesmo um livro de contos policiais, com uma mira atirada à própria cultura de um país. Daí este livro que tem em mãos...»
Pedro Sena-Lino, coordenador desta colectânea

terça-feira, 15 de junho de 2010

Ler para saber e ... ajudar!

«Naturalmente convencidos que este pequeno exemplo não resolverá as necessidades totais dessa Organização, cada um de nós reescreveu histórias conhecidas, pondo nas linhas e nas entrelinhas a sua mensagem contemporânea, obedecendo a uma clara vontade de, às velhas e maléficas práticas, contribuir para esperanças novas dos que, no terreno, lutam honorificamente e cheios de dificuldades para atenuar terríveis sofrimentos.»

40 jornalistas, outras tantas versões de contos infantis, para ajudar a ONG “SOS Crianças Talibés” na reconstrução de um centro de acolhimento para crianças resgatadas a redes de tráfico que operam a partir da Guiné-Bissau, e assim surge Histórias sem aquele Era uma vez.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

domingo, 13 de junho de 2010

Fernando Pessoa (1888 – 1935)

Difícil escolha esta de escolher um poema de Fernando Pessoa! Fica este:


. Ai que prazer

Ai que prazer
Não cumprir um dever,
Ter um livro para ler
E não o fazer!Ler é maçada,
Estudar é nada.
O sol doira
Sem literatura.
O rio corre, bem ou mal,
Sem edição original.E a brisa, essa,
De tão naturalmente matinal,
Como tem tempo não tem pressa...
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Livros são papéis pintados com tinta.
Estudar é uma coisa em que está indistinta
A distinção entre nada e coisa nenhuma.
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Quanto é melhor, quanto há bruma,
Esperar por D. Sebastião,
Quer venha ou não!
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Grande é a poesia, a bondade e as danças...
Mas o melhor do mundo são as crianças,
Flores, música, o luar, e o sol, que peca
Só quando, em vez de criar, seca.
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O mais que isto
É Jesus Cristo,
Que não sabia nada de finanças
Nem consta que tivesse biblioteca...

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E de Fernando Pessoa ainda um texto soberbo e actual.


Nascido para Mandar

Os homens dividem-se, na vida prática, em três categorias - os que nasceram para mandar, os que nasceram para obedecer, e os que não nasceram nem para uma coisa nem para outra. Estes últimos julgam sempre que nasceram para mandar; julgam-no mesmo mais frequentemente que os que efectivamente nasceram para o mando. O característico principal do homem que nasceu para mandar é que sabe mandar em si mesmo.
O característico distintivo do homem que nasceu para obedecer é que sabe mandar só nos outros, sabendo obedecer também. O homem que não nasceu nem para uma coisa nem para outra distingue-se por saber mandar nos outros mas não saber obedecer. O homem que nasceu para mandar é o homem que impõe deveres a si mesmo. O homem que nasceu para obedecer é incapaz de se impor deveres, mas é capaz de executar os deveres que lhe são impostos (seja por superiores, seja por fórmulas sociais), e de transmitir aos outros a sua obediência; manda, não porque mande, mas porque é um transmissor de obediência. O homem que não nasceu nem para mandar nem para obedecer sabe só mandar, mas como nem manda por índole nem por transmissão de obediência, só é obedecido por qualquer circunstância externa - o cargo que exerce, a posição social que ocupa, a fortuna que tem...

sábado, 12 de junho de 2010

Dia Mundial Contra o Trabalho Infantil

Em todo o mundo haverá mais de 250 milhões de crianças, entre os 5 e os 14 anos, que trabalham!
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Em 2002, a Organização Internacional do trabalho (OIT) instituiu 0 dia 12 de Junho Dia Mundial Contra o Trabalho Infantil, dando assim visibilidade ao flagelo da exploração das crianças e sublinhando igualmente a importância de um compromisso global para a sua eliminação.
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Falar de trabalho infantil é falar de tarefas que roubam à criança o direito de viver plenamente a sua infância e, que directa ou indirectamente, têm uma natureza económica.
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Este dia vem relembrar que os governos e a sociedade têm de reforçar a sua determinação e agir de em conformidade com os “lamentos” em que são pródigos.
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O que dizem as crianças:
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Ajudo a fazer sapatos, a coser. Coso antes de vir para a escola e à noite, dois sacos por dia, quarenta sapatos, vinte pares.
V.M. (10 anos)
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Eu brinco ao fim-de-semana.
S.C. (9 anos)

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas

Dia de Portugal e de Camões
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Diz Conceição Meireles, investigadora especialista em História Contemporânea de Portugal, que Camões representava o génio da pátria, representava Portugal na sua dimensão mais esplendorosa e mais genial. O feriado em honra de Camões, considerado um dos símbolos da Nação, passou a ser a 10 de Junho uma vez que se aponta esta data como sendo a da morte do poeta que escreveu Os Lusíadas.
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Para saberes mais sobre Camões vai a:
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http://www.junior.te.pt/servlets/Rua?P=Portugal&ID=209
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Um dos seus mais belos poemas:
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Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades
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Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades,
Muda-se o ser, muda-se a confiança;
Todo o mundo é composto de mudança,
Tomando sempre novas qualidades.

Continuamente vemos novidades,
Diferentes em tudo da esperança;
Do mal ficam as mágoas na lembrança,
E do bem, se algum houve, as saudades.

O tempo cobre o chão de verde manto,
Que já coberto foi de neve fria,
E em mim converte em choro o doce canto.

E, afora este mudar-se cada dia,
Outra mudança faz de mor espanto:
Que não se muda já como soía.
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Dia das Comunidades
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Até ao 25 de Abril de 1974, o 10 de Junho era conhecido como o Dia de Camões, de Portugal e da Raça. Oliveira Salazar, na inauguração do Estádio Nacional em 1944, tinha denominado também o dia 10 de Junho como o Dia da Raça, em memória das vítimas da guerra colonial. A partir de 1963, o feriado do 10 de Junho assumiu-se como uma homenagem às Forças Armadas e uma exaltação da guerra e do poder colonial.
Não se revendo neste feriado, em 1978 a segunda república converte-o em Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, homenageando os milhões de portugueses espalhados pelo mundo.