quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Um novo ano...

Recomeça…

Se puderes
Sem angústia
E sem pressa.
E os passos que deres,
Nesse caminho duro
Do futuro
Dá-os em liberdade.
Enquanto não alcances
Não descanses.
De nenhum fruto queiras só metade.

E, nunca saciado,
Vai colhendo ilusões sucessivas no pomar.
Sempre a sonhar e vendo
O logro da aventura.
És homem, não te esqueças!
Só é tua a loucura
Onde, com lucidez, te reconheças…

Miguel Torga

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Feliz Natal!



Natal, e não Dezembro

Entremos, apressados, friorentos,
numa gruta, no bojo de um navio,
num presépio, num prédio, num presídio
no prédio que amanhã for demolido...
Entremos, inseguros, mas entremos.
Entremos e depressa, em qualquer sítio,
porque esta noite chama-se Dezembro,
porque sofremos, porque temos frio.

Entremos, dois a dois: somos duzentos,
duzentos mil, doze milhões de nada.
Procuremos o rastro de uma casa,
a cave, a gruta, o sulco de uma nave...
Entremos, despojados, mas entremos.
De mãos dadas talvez o fogo nasça,
talvez seja Natal e não Dezembro,
talvez universal a consoada.


David Mourão-Ferreira

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

A Nataler tem!


Apaga as luzes! É tempo de transformar o teto do teu quarto num céu noturno cheio de estrelas!
Este e outros desafios da Kidz Labs, Fun Science Products, estão à tua espera na Feira do Livro, na BECRE.

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

A Nataler tem!

A rapariga das laranjas, de Jostein Gaarder

O que fazer quando um pai, falecido demasiado cedo para nos lembrarmos dele, decide falar com o filho, através de uma carta escrita há onze anos?

Esta é a experiência de Georg Roed, de quinze anos, quando a família descobre a carta do seu pai. Juntos, Georg e o pai vão dialogar e manter finalmente a conversa de adultos que não puderam ter em vida. Nessa carta, Jan Olav, o pai de Georg procura uma bela rapariga carregada com um saco de laranjas. Nada o demove, nem o facto de não saber nada dela, nem o nome. Procura-a com todo o entusiasmo da juventude, enquanto imagina qual a razão que a leva a atribuir um valor tão grande às laranjas que ele, desastradamente, fez rolar nesse primeiro encontro. Georg mergulha nesta aventura descrita com grande paixão pelo pai, falecido quando ele tinha apenas quatro anos.

Através de uma belíssima carta de amor para um filho de quem o pai sabe que não poderá acompanhar o crescimento, esta obra é um hino à vida e ao mistério insondável que ela encerra.

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

A Nataler tem!

Em Quantas Ovelhas são Precisas para Fazer Uma Camisola?, os melhores investigadores respondem às mais importantes e curiosas questões científicas.

Por que é que os nossos dedos têm tamanhos diferentes?

E o que é exactamente o tempo?

E será que as bolas de golfe têm covinhas por algum motivo especial?

Estas e muitas outras perguntas encontram explicações neste livro, no qual estão reunidas as respostas de alguns dos mais reputados cientistas britânicos.

Em Quantas Ovelhas são Precisas para Fazer Uma Camisola?, o mundo aparece sem segredos, esclarecendo dúvidas muito variadas, desde as que envolvem a conceção do universo e os sentimentos, até às que envolvem os sentimentos, o funcionamento do corpo humano e o dia-a-dia de uma casa.

Um livro para mentes curiosas e apaixonadas pelos mistérios da ciência!

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Nataler

A 3ª edição da feira do livro Nataler decorre de 28 de novembro a 16 de dezembro.

Venham à BECRE! Muitos autores, muitas obras, novidades editoriais,...

Ficamos à vossa espera!


Eu nataleio, tu natalês... todos nataleem!

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Lusco-fusco

Lusco-fusco, de Cristina Carvalho, fala do mundo dos espíritos da Natureza. Fala de personagens subtis, etéreas, delicadas, algumas delas perigosas e cheias de mistério. São os gnomos e as fadas, os silfos, as salamandras e outros seres que, lá das profundidades do imponderável azul celeste ou vindos dos mais secretos esconderijos na Terra e no Mar, tudo determinam com exatidão e rigor: os terramotos, os furacões, os tsunamis, os vulcões.

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Eva


Eva, de Margarida Botelho, é a história documental de duas culturas que poderão ter mais coisas em comum do que à partida se imagina.
Eva ou Evas… uma menina que vive na Europa, num país que poderá ser Portugal, e outra menina que vive em África, num país que poderá ser Moçambique.
Eva é o primeiro livro da coleção POKA POKANI. Esta coleção é parte integrante de um projeto artístico de intervenção comunitária que assenta na criação, e no registo documental, de histórias na primeira pessoa, originárias de geografias lusófonas e não só. O projeto, que celebra o encontro entre diferentes mundos, terá as imagens e as palavras dos vários participantes locais, que a autora e mediadora Margarida Botelho reflete numa visão em forma de livro depois de cada encontro.
O primeiro destes encontros teve lugar em Moçambique em 2009/2010, com o apoio da Dgartes, da Unesco e do Centro Nacional de Cultura. E assim nasceu o primeiro livro da colecção: Eva, entre a vivência num campo de refugiados e numa ilha de espíritos, a de Moçambique.



quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Jorge de Sena

A 2 de Novembro de 1919, nasce, em Lisboa, o escritor português Jorge de Sena. A sua obra abrange a ficção, o ensaio e a poesia.

A Diferença Que Há


A diferença que há entre os estudiosos e os poetas
É que aqueles passam a vida inteira com o nariz num assunto
A ver se conseguem decifrá-lo, e estes
Abrem o livro, lêem três páginas, farejam as restantes (nem sequer todas)
e sabem logo do assunto o que os outros não conseguiram saber.
Por isso, os estudiosos têm raiva dos poetas, capazes de ler tudo sem
Ter lido nada ( e eles não leram nada tendo lido tudo).
O mal está em haver poetas que abusam do analfabetismo,

E desacreditam a gaya Scienza.

Jorge de Sena

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Parabéns a...nós

Do Agrupamento de Escolas de D.Fernando II e da BECRE!

No dia 29 de outubro, o Agrupamento faz 43 anos e a BECRE comemora o 2º aniversário.

Estamos felizes pelo que já fizemos, mas sabemos que muito, muito ainda, há para fazer! E vamos fazê-lo!