Infâncias perdidas com a nossa cumplicidade
segunda-feira, 27 de dezembro de 2010
terça-feira, 21 de dezembro de 2010
Boas Festas

Natal
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Ninguém o viu nascer.
Mas todos acreditam
Que nasceu.
É um menino e é Deus.
Na Páscoa vai morrer, já homem,
Porque entretanto cresceu
E recebeu
A missão singular
De carregar a cruz da nossa redenção.
Agora, nos cueiros da imaginação,
Sorri apenas
A quem vem,
Enquanto a Mãe,
Também
Imaginada,
Com ele ao colo,
Se enternece
E enternece
Os corações,
Cúmplice do milagre, que acontece
Todos os anos e em todas as nações.
Miguel Torga
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Ninguém o viu nascer.
Mas todos acreditam
Que nasceu.
É um menino e é Deus.
Na Páscoa vai morrer, já homem,
Porque entretanto cresceu
E recebeu
A missão singular
De carregar a cruz da nossa redenção.
Agora, nos cueiros da imaginação,
Sorri apenas
A quem vem,
Enquanto a Mãe,
Também
Imaginada,
Com ele ao colo,
Se enternece
E enternece
Os corações,
Cúmplice do milagre, que acontece
Todos os anos e em todas as nações.
Miguel Torga
quinta-feira, 16 de dezembro de 2010
O Livro dos Seres Imaginários
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O Livro dos Seres Imaginários, de Jorge Luís Borges, contém a descrição de cento e dezasseis monstros que povoaram as mitologias e as religiões. Alguns deles pertencem ao mundo da metafísica e outros são já célebres na invenção humana.
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A partir dos comentários de autores clássicos, das revelações de místicos e dos sonhos de escritores e poetas, Jorge Luís Borges, com a colaboração de Margarita Guerrero, recria a fauna fantástica e dá, numa viagem pelo tempo, nova vida a relatos esquecidos.
A partir dos comentários de autores clássicos, das revelações de místicos e dos sonhos de escritores e poetas, Jorge Luís Borges, com a colaboração de Margarita Guerrero, recria a fauna fantástica e dá, numa viagem pelo tempo, nova vida a relatos esquecidos.
sexta-feira, 10 de dezembro de 2010
quarta-feira, 8 de dezembro de 2010
O Dicionário de Lugares Imaginários

Os autores, Alberto Mangel (argentino-canadense) e Gianni Guadalupi (italiano), não inventarem nada, nada que já não tivesse sido inventado nas obras que deram origem aos lugares. Todos os detalhes foram respeitados, obedecendo escrupulosamente a todas as informações dos seus criadores. Fizeram um extraordinário levantamento de paisagens estranhas e exóticas, de cidades, países, ilhas, paraísos utópicos, mundos subterrâneos, muitos deles cenários de aventuras incríveis.
Com este dicionário, viajamos pela história da literatura, desde a abadia de O Nome da Rosa ao País das Maravilhas, passando por muitos outros locais. Cada verbete é uma pequena obra de ficção inteligente e bem-humorada. Os locais são tratados como se de facto existissem, com descrições detalhadas, fiéis à fonte original. Entre as diversas informações, há a localização geográfica e a história dos lugares, o comportamento de seus habitantes, a flora e a fauna, pontos turísticos e até recomendações gastronómicas.
terça-feira, 23 de novembro de 2010
Nataler

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No dia 30 de Novembro, entre as 12h e as 14h, teremos connosco José Manuel Mira Pereira Ancião, autor de O Mosteyro de Sancta Martha, Monografia do Antigo Convento/Hospital de Santa Marta de Lisboa, obra que poderá ser adquirida na Nataler, revertendo o dinheiro integralmente para a Liga dos Amigos do Hospital de Santa Marta.
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Não percam! Passem palavra aos familiares e amigos e venham ver e comprar um livro!
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Eu nataleio, tenho a certeza que tu natalês, ele certamente natalê, claro que nós natalemos, vós nataledes sem dúvida, eles e elas natalêem ... mas haverá alguém que não nataleia?!
quinta-feira, 18 de novembro de 2010
Ler para saber!

Vamos encontrar os ursos-de-água, que conseguem viver em suspensão durante centenas de anos, o parasita transportado pelo seu gato, vamos surpreender-nos e maravilhar-nos com elefantes que andam em bicos de patas, porcos que brilham no escuro e pica-paus que têm orelhas na ponta da língua.
terça-feira, 16 de novembro de 2010
Dia Internacional para a Tolerância

.............................Prece pela tolerância
Não é mais aos homens que me dirijo. É a Ti, Deus de todos os seres, de todos os mundos e de todos os tempos.
Que os erros agarrados à nossa natureza não sejam motivo das nossas calamidades.
Tu não nos deste coração para nos odiarmos nem mãos para nos enforcarmos.
Faz com que nos ajudemos mutuamente a suportar o fardo de uma vida penosa e passageira.
Que as pequenas diferenças entre as vestimentas que cobrem os nossos corpos, entre os nossos costumes ridículos, entre as nossas leis imperfeitas e as nossas opiniões insensatas não sejam sinais de ódio e de perseguição.
Que aqueles que acendem velas em pleno dia para Te celebrar, suportem os que se contentam com a luz do sol.
Que os que cobrem as suas roupas com um manto branco para dizer que é preciso amar-Te não detestem os que dizem a mesma coisa sob um manto negro.
Que aqueles que dominam uma pequena parte deste mundo e que possuem algum dinheiro, desfrutem sem orgulho do que chamam poder e riqueza; e que os outros não os vejam com inveja, mesmo porque Tu sabes que não há nessas vaidades nem o que invejar nem do que se orgulhar.
Que eles tenham horror à tirania exercida sobre as almas, como também execrem os que exploram a força do trabalho. Se os flagelos da guerra são inevitáveis, não nos violentemos em nome da paz.
Que todos os homens possam lembrar-se que são irmãos!
Que os erros agarrados à nossa natureza não sejam motivo das nossas calamidades.
Tu não nos deste coração para nos odiarmos nem mãos para nos enforcarmos.
Faz com que nos ajudemos mutuamente a suportar o fardo de uma vida penosa e passageira.
Que as pequenas diferenças entre as vestimentas que cobrem os nossos corpos, entre os nossos costumes ridículos, entre as nossas leis imperfeitas e as nossas opiniões insensatas não sejam sinais de ódio e de perseguição.
Que aqueles que acendem velas em pleno dia para Te celebrar, suportem os que se contentam com a luz do sol.
Que os que cobrem as suas roupas com um manto branco para dizer que é preciso amar-Te não detestem os que dizem a mesma coisa sob um manto negro.
Que aqueles que dominam uma pequena parte deste mundo e que possuem algum dinheiro, desfrutem sem orgulho do que chamam poder e riqueza; e que os outros não os vejam com inveja, mesmo porque Tu sabes que não há nessas vaidades nem o que invejar nem do que se orgulhar.
Que eles tenham horror à tirania exercida sobre as almas, como também execrem os que exploram a força do trabalho. Se os flagelos da guerra são inevitáveis, não nos violentemos em nome da paz.
Que todos os homens possam lembrar-se que são irmãos!
...............................................................................................................................................Voltaire
O dia 16 de Novembro foi instituído pela ONU o Dia Internacional para a Tolerância na sequência da Declaração de Paris, assinada no dia 12 de Novembro de 1995 por 185 países.
A Declaração da ONU veio reafirmar o esforço internacional do Ano das Nações Unidas para a Tolerância, sublinhando a "fé nos direitos humanos fundamentais e na dignidade e valor da pessoa humana”. Os signatários comprometeram-se então a poupar as gerações vindouras das guerras por questões culturais, incentivando a prática da tolerância e a convivência pacífica entre os povos.
Recorde-se a Declaração Universal dos Direitos Humanos que consagra:
Artigo 18 - Todas as pessoas têm direito à liberdade de pensamento, consciência e religião;
Artigo 19 - Todos têm direito à liberdade de opinião e expressão;
Artigo 26 - A educação deve promover a compreensão, a tolerância e a amizade entre todas as nações, grupos raciais e religiosos (artigo 26).
Tolerância é uma necessidade em todos os tempos e para todas as raças. Mas tolerância não significa aceitar o que se tolera.
...............................................................Gandhi
sexta-feira, 12 de novembro de 2010
Ler para saber!

É um livro bem-humorado que fala de todas as ideias erradas, dos equívocos e mal-entendidos da chamada "cultura geral".
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Se pensam que as rabanadas são de origem portuguesa, que as centopeias têm 100 patas e que a Terra tem apenas uma lua... estão mesmo a precisar deste livro. Urgentemente!
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Uma coisa é certa: este livro faz-nos sentir pequenos, muito pequenos, porque aquilo que não sabemos é sempre mais do que aquilo que julgamos saber!
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Uma coisa é certa: este livro faz-nos sentir pequenos, muito pequenos, porque aquilo que não sabemos é sempre mais do que aquilo que julgamos saber!
segunda-feira, 8 de novembro de 2010
Eterna Biblioteca

Um importante espaço de reflexão e de partilha onde houve conferências, mesas redondas e ateliês , sempre com a biblioteca, as bibliotecas, e o livro, os livros, como mote.
Ao anoitecer do dia 5, foi feita a apresentação de LIVRO, de José Luís Peixoto, na mágica Quinta da Regaleira.
A encerrar este encontro, uma homenagem a Matilde Rosa Araújo em que os alunos da escola EB1/JI da Xutaria (Agrupamento de Escolas Casal da Barota - Belas) disseram e representaram a sua poesia, como poucos o saberiam fazer.
De parabéns está a Divisão de Educação da Câmara Municipal de Sintra pela organização e qualidade da Eterna Biblioteca.
terça-feira, 2 de novembro de 2010
Ler dá saúde e faz crescer

Nesta história, vamos encontrar cavalos-marinhos destemidos, tubarões-gato ferozes, peixes-trompete ruidosos, peixes-anjo protectores e muitos mais animais que habitam o fundo dos oceanos. Mas, acima de tudo, vamos aprender que a amizade e o espírito de entreajuda são o caminho para distribuirmos felicidade pelos que nos rodeiam.
À magia das palavras juntam-se as coloridas e belíssimas imagens de Catarina França.
sexta-feira, 29 de outubro de 2010
Parabéns!

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O Agrupamento de Escolas de D. Fernando II faz 42 anos e a BECRE festeja o seu 1º aniversário.
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Dizem-nos que o dia está cinzento e chuvoso... E está, mas cá dentro brilha o sol da alegria por mais 365 dias que vivemos em pleno e a certeza que estaremos à altura dos desafios que vão surgir!
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E agora, desculpem , mas a festa chama!
quarta-feira, 27 de outubro de 2010
Quero saber
E ficaremos a saber mais com a nova revista Quero Saber. Lançada em Setembro, é uma revista mensal, com um preço acessível (2,99), feita a pensar em “todos os que têm curiosidade em aprender mais sobre o mundo que os rodeia em áreas tão diversas como a ciência, o ambiente, o espaço, os transportes, a tecnologia e a história”.
.Vai à BECRE e lê!
sexta-feira, 22 de outubro de 2010
Milagrário Pessoal

Um mistério literário em torno da língua portuguesa.
quarta-feira, 20 de outubro de 2010
Era uma vez...
A fórmula mágica que abre a porta da magia, do fantástico, ...
Deliciem-se com estas imagens!
Deliciem-se com estas imagens!
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quinta-feira, 14 de outubro de 2010
Ler no Século XXI - Livros, leituras e tecnologias

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Consultem o programa no site do Plano .
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A BECRE vai lá estar.
terça-feira, 12 de outubro de 2010
"Não sou um santo"
Com prefácio de Barack Obama, esta obra é uma viagem que o líder histórico sul-africano, Prémio Nobel da Paz e ex-Presidente da África do Sul, que Madiba (como é carinhosamente chamado por muitos) faz ao passado, confessando a sua inquietação por ser visto por muitos como um santo, já que é um homem com «fraquezas" e que cometeu "erros e imprudências" como qualquer outro.
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Conversas comigo mesmo reúne registos, cartas e notas redigidas ao longo de décadas por Mandela.
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Não será um santo, mas é certamente um exemplo de vida pela coragem e pela generosidade com que enfrentou a adversidade e acreditou (mais ainda, fez que todos acreditassem) que as "pontes" podiam ser construídas.
sexta-feira, 8 de outubro de 2010
Nobel da Literatura 2010

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Vargas Llosa, nascido no Peru em 1936, tem nacionalidade espanhola desde 1993. Além de romancista, é jornalista e crítico de arte. O seu trabalho mereceu já vários prémios.
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Vargas Llosa é autor de obras como A tia Júlia e o escrevedor, Conversa na catedral, A guerra do fim do mundo, Elogio da madrasta, e o livro de memórias Como peixe na água.
Vargas Llosa é autor de obras como A tia Júlia e o escrevedor, Conversa na catedral, A guerra do fim do mundo, Elogio da madrasta, e o livro de memórias Como peixe na água.
Para breve, no próximo mês de Novembro, está previsto o lançamento do romance O Sonho do Celta.
quinta-feira, 7 de outubro de 2010
Outono a ler...também dá saúde e faz crescer
sexta-feira, 1 de outubro de 2010
Outubro - Mês Internacional da Biblioteca Escolar

O Gabinete da Rede de Bibliotecas Escolares decidiu declarar o dia 25 de Outubro como o Dia da Biblioteca Escolar, este ano dedicado ao tema Diversidade, Desafio, Mudança, tudo isto na Biblioteca Escolar.
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Como a nossa BECRE celebra o seu primeiro aniversário no dia 29 de Outubro, Dia do Agrupamento de Escolas de D. Fernando II, esse será um dia especial!
quinta-feira, 23 de setembro de 2010
quarta-feira, 22 de setembro de 2010
Dia Europeu sem Carros

Após o sucesso do Dia Europeu sem Carros (DESC), em 2000 e 2001, foi lançada em 2002 a Semana Europeia da Mobilidade (SEM), mais concretamente a 19 de Abril, durante a Semana Verde, em Bruxelas, pela Comissária para o Ambiente.
Assim, anualmente e de 16 a 22 de Setembro, os cidadãos europeus têm a oportunidade de gozar uma semana inteira de actividades dedicadas à mobilidade sustentável, com o objectivo de se facilitar um debate alargado sobre a necessidade da mudança de comportamentos relativamente à mobilidade, em particular no que toca à utilização do automóvel particular.
A campanha DESC surgiu na sequência de uma directiva europeia relacionada com a qualidade do ar das nossas cidades. Tendo em conta os crescentes problemas relacionados com o uso do automóvel, vários países da União Europeia, incluindo Portugal, lançaram esta iniciativa pela primeira vez à escala europeia em 22 de Setembro de 2000.
Assim, anualmente e de 16 a 22 de Setembro, os cidadãos europeus têm a oportunidade de gozar uma semana inteira de actividades dedicadas à mobilidade sustentável, com o objectivo de se facilitar um debate alargado sobre a necessidade da mudança de comportamentos relativamente à mobilidade, em particular no que toca à utilização do automóvel particular.
A campanha DESC surgiu na sequência de uma directiva europeia relacionada com a qualidade do ar das nossas cidades. Tendo em conta os crescentes problemas relacionados com o uso do automóvel, vários países da União Europeia, incluindo Portugal, lançaram esta iniciativa pela primeira vez à escala europeia em 22 de Setembro de 2000.
sexta-feira, 17 de setembro de 2010
Becrianos a ler!

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Esdrúxulas, graves e agudas, magrinhas e barrigudas, de José Fanha
segunda-feira, 13 de setembro de 2010
Que saudades!
Se a BECRE podia viver … sem vocês?
Claro que não podia!
............................Quem nos acompanharia?
..........................................Quem nos encorajaria?
........................................................Quem nos desafiaria?
É bom saber que estão de volta!
É bom saber que há novos "becrianos"!
Se a BECRE podia viver … sem vocês?
Claro que não podia!
Um óptimo 2010-2011!
Claro que não podia!
............................Quem nos acompanharia?
..........................................Quem nos encorajaria?
........................................................Quem nos desafiaria?
É bom saber que estão de volta!
É bom saber que há novos "becrianos"!
Se a BECRE podia viver … sem vocês?
Claro que não podia!
Um óptimo 2010-2011!
terça-feira, 7 de setembro de 2010
sábado, 4 de setembro de 2010
Verão a ler dá saúde e faz crescer

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Entre uma vila do interior de Portugal e Paris, entre a cultura popular e as mais altas referências da literatura universal, revelam-se os sinais de um passado que levou milhares de portugueses à procura de melhores condições.
Livro, de José Luís Peixoto
quarta-feira, 1 de setembro de 2010
Ler para conhecer

Ilustrado a quatro cores, oferece às crianças, a partir dos 5 anos, a oportunidade de conhecer a realidade gastronómica, linguística e patrimonial de diferentes países.
Humorada, lúdica e didáctica, é uma obra para ser lida com os pais e descobrir, em cada país, aquele pormenor, contribuindo para a construção da memória referencial das crianças relativamente às diferentes nacionalidades do mundo.
quarta-feira, 25 de agosto de 2010
Prémio Iberoamericano SM de Literatura Infantil e Juvenil 2010

Luísa Ducla Soares (que esteve connosco em Fevereiro, lembram-se aqueles que tiveram o prazer de estar com ela à conversa) é autora de mais de 100 livros infantis, ultrapassando alguns deles a dezena de edições. É, pois, com todo o mérito, a candidata portuguesa ao VI Prémio Iberoamericano SM de Literatura Infantil e Juvenil.
terça-feira, 17 de agosto de 2010
Documentário Babies

A estreia nos EUA foi em Abril deste ano.
quinta-feira, 12 de agosto de 2010
Miguel Torga (1907-1995)
Liberdade
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— Liberdade, que estais no céu...
Rezava o padre-nosso que sabia,
A pedir-te, humildemente,
O pio de cada dia.
Mas a tua bondade omnipotente
Nem me ouvia.
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— Liberdade, que estais na terra...
E a minha voz crescia
De emoção.
Mas um silêncio triste sepultava
A fé que ressumava
Da oração.
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Até que um dia, corajosamente,
Olhei noutro sentido,
e pude, deslumbrado,
Saborear, enfim,
O pão da minha fome.
— Liberdade, que estais em mim,
Santificado seja o vosso nome.
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Miguel Torga, in 'Diário XII'
Dia Internacional da Juventude

A Assembleia-Geral das Nações Unidas aprovou, em 18 de Dezembro de 2009, uma resolução A/RES/64/134 que proclamou o ano que se inicia no dia 12 de Agosto de 2010 e terminará a 12 de Agosto de 2011 como o Ano Internacional da Juventude sob o lema “Diálogo e Compreensão Mútuos”.
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Um texto magnífico de Júlio Dantas sobre a juventude e a velhice:
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O Talento na Juventude e na Velhice
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Nada menos exacto do que supor que o talento constitui privilégio da mocidade. Não. Nem da mocidade, nem da velhice. Não se é talentoso por se ser moço, nem genial por se ser velho. A certidão de idade não confere superioridade de espírito a ninguém. Nunca compreendi a hostilidade tradicional entre velhos e moços (que aliás enche a história das literaturas); e não percebo a razão por que os homens se lançam tantas vezes reciprocamente em rosto, como um agravo, a sua velhice ou a sua juventude. Ser idoso não quer dizer que se seja necessariamente intolerante e retrógado; e engana-se quem supuser que a mocidade, por si só, constitui garantia de progresso ou de renovação mental.
(…) Juventude e velhice não se opõem; completam-se na harmonia universal dos seres e das coisas. A vida não é só o entusiasmo dos moços; nem só a reflexão dos velhos; não está apenas na audácia de uns, nem apenas na experiência dos outros; realiza-se pela magnífica integração das virtudes contrárias, sem a qual não seria possível, em todo o seu esplendor, a marcha da humanidade. Que se ganha em cavar um abismo entre mocidade e velhice, se uma é, fatalmente, o prolongamento da outra; se o que passa de mão em mão é, afinal, o mesmo facho aceso, como na corrida ritual da Grécia antiga; e se, bem vistas as coisas, não está de nenhum modo provado que os novos sejam intelectualmente os mais novos, e os velhos os mais velhos?
(…) A paz entre idades sucederá um dia, decerto, à paz entre as nações - quando a velhice egoísta reconhecer, finalmente, que não deve menosprezar os moços, antes facilitar-lhe o caminho da vida, e quando, por seu turno, a juventude impaciente chegar à convicção de que não é atropelando nem injuriando que se vence, e de que, quando os jovens se instalaram no planeta - já os velhos o habitavam.
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Nada menos exacto do que supor que o talento constitui privilégio da mocidade. Não. Nem da mocidade, nem da velhice. Não se é talentoso por se ser moço, nem genial por se ser velho. A certidão de idade não confere superioridade de espírito a ninguém. Nunca compreendi a hostilidade tradicional entre velhos e moços (que aliás enche a história das literaturas); e não percebo a razão por que os homens se lançam tantas vezes reciprocamente em rosto, como um agravo, a sua velhice ou a sua juventude. Ser idoso não quer dizer que se seja necessariamente intolerante e retrógado; e engana-se quem supuser que a mocidade, por si só, constitui garantia de progresso ou de renovação mental.
(…) Juventude e velhice não se opõem; completam-se na harmonia universal dos seres e das coisas. A vida não é só o entusiasmo dos moços; nem só a reflexão dos velhos; não está apenas na audácia de uns, nem apenas na experiência dos outros; realiza-se pela magnífica integração das virtudes contrárias, sem a qual não seria possível, em todo o seu esplendor, a marcha da humanidade. Que se ganha em cavar um abismo entre mocidade e velhice, se uma é, fatalmente, o prolongamento da outra; se o que passa de mão em mão é, afinal, o mesmo facho aceso, como na corrida ritual da Grécia antiga; e se, bem vistas as coisas, não está de nenhum modo provado que os novos sejam intelectualmente os mais novos, e os velhos os mais velhos?
(…) A paz entre idades sucederá um dia, decerto, à paz entre as nações - quando a velhice egoísta reconhecer, finalmente, que não deve menosprezar os moços, antes facilitar-lhe o caminho da vida, e quando, por seu turno, a juventude impaciente chegar à convicção de que não é atropelando nem injuriando que se vence, e de que, quando os jovens se instalaram no planeta - já os velhos o habitavam.
Júlio Dantas, in "Páginas de Memórias"
segunda-feira, 9 de agosto de 2010
Verão a ler dá saúde e faz crescer

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Benjamim tem doze anos e a promessa do primeiro beijo. Aos poucos, descobre que beijar é uma arte. Mais difícil de aprender do que as lições de matemática. Em casa, ninguém o pode ajudar, há muito que os pais vivem divorciados de afectos. Na rua, não encontra nenhuma lição, os amigos só conhecem conquistas de bandido. No gueto, o amor nunca é prioridade. Aproxima-se o momento mais importante da sua vida e Benjamim está sozinho. O primeiro beijo é aquele que fica para a história, que se atrela à memória. Ele quer estar à altura, não pode fazer má figura. Mas tem mais dúvidas do que certezas. Um beijo é seco ou molhado? De olhos fechados ou abertos? Para que serve o coração?
Benjamim tem doze anos e a promessa do primeiro beijo. Aos poucos, descobre que beijar é uma arte. Mais difícil de aprender do que as lições de matemática. Em casa, ninguém o pode ajudar, há muito que os pais vivem divorciados de afectos. Na rua, não encontra nenhuma lição, os amigos só conhecem conquistas de bandido. No gueto, o amor nunca é prioridade. Aproxima-se o momento mais importante da sua vida e Benjamim está sozinho. O primeiro beijo é aquele que fica para a história, que se atrela à memória. Ele quer estar à altura, não pode fazer má figura. Mas tem mais dúvidas do que certezas. Um beijo é seco ou molhado? De olhos fechados ou abertos? Para que serve o coração?
Beija-Mim é um livro para sobre a importância dos pequenos nadas. A fantasia da inocência, o desassossego da primeira vez. A verdade das palavras. O instante mágico em que a excitação toca a angústia, num fogo-de-artifício de emoções difícil de esquecer.
sexta-feira, 6 de agosto de 2010
Hiroshima
Após um ultimato sem resposta por parte do império japonês, a 2 de Agosto de 1945 os EUA decidiram usar a sua mais nova e poderosa arma, a bomba atómica, sobre a cidade de Hiroshima, tendo morrido no momento da explosão mais de 70 mil civis.
Três dias depois foi a vez de Nagasaki ser também destruída.
Nos anos subsequentes, milhares de japoneses morreriam em consequência das elevadas radiações, de cancros e outras mutações genéticas resultantes do ataque.
Hiroshima construiu museus e memoriais em toda a cidade para recordar os ataques e homenagear as vítimas e o local onde caiu a bomba recebeu o nome de Parque Memorial da Paz, tendo sido considerado pela Unesco ‘património mundial', em 1996.
Todos os anos o Parque é palco de cerimónias em honra das vítimas do bombardeamento e dos hibakusha - nome que dão aos sobreviventes ao ataque - que são, actualmente, cerca de 200 mil.
Três dias depois foi a vez de Nagasaki ser também destruída.
Nos anos subsequentes, milhares de japoneses morreriam em consequência das elevadas radiações, de cancros e outras mutações genéticas resultantes do ataque.
Hiroshima construiu museus e memoriais em toda a cidade para recordar os ataques e homenagear as vítimas e o local onde caiu a bomba recebeu o nome de Parque Memorial da Paz, tendo sido considerado pela Unesco ‘património mundial', em 1996.
Todos os anos o Parque é palco de cerimónias em honra das vítimas do bombardeamento e dos hibakusha - nome que dão aos sobreviventes ao ataque - que são, actualmente, cerca de 200 mil.
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Foi há 65 anos... mas a (des) humanidade nada aprendeu!
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O poema de Vinicius de Moraes na voz de Ney Matogrosso.
segunda-feira, 2 de agosto de 2010
Zeca Afonso

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Quem foi José Afonso e que importância teve como cantor, compositor e poeta? Qual foi o papel dos cantores da Resistência na preparação do 25 de Abril de 1974 e na consolidação da democracia em que vivemos há 36 anos? De que forma contribuiu o trabalho dos cantores de intervenção para a divulgação da obra de grandes poetas como Sophia de Mello Breyner, Natália Correia, António Gedeão, Manuel Alegre, José Gomes Ferreira ou Carlos de Oliveira? O que era cantar em nome da liberdade num país onde ela não existia?
Eis algumas das perguntas a que este livro, escrito a pensar nos leitores jovens, pretend
e dar resposta, tendo em conta que aqueles a quem se destina pouco ou nada sabem desse tempo.
Misto de testemunho e de memória pessoal, Zeca Afonso e a Malta das Cantigas tem como autor José Jorge Letria, jornalista e escritor com vasta obra publicada e premiada, que foi, ao lado de José Afonso, Manuel Freire, Francisco Fanhais, Adriano Correia de Oliveira, entre outros, um dos mais destacados cantores da Resistência, com vários discos publicados antes e depois do 25 de Abril.
Zeca Afonso e a Malta das Cantigas não é só um livro sobre cantores e canções, é também um testemunho vivo de um tempo em que Portugal e os Portugueses viviam privados das liberdades fundamentais.
Quem foi José Afonso e que importância teve como cantor, compositor e poeta? Qual foi o papel dos cantores da Resistência na preparação do 25 de Abril de 1974 e na consolidação da democracia em que vivemos há 36 anos? De que forma contribuiu o trabalho dos cantores de intervenção para a divulgação da obra de grandes poetas como Sophia de Mello Breyner, Natália Correia, António Gedeão, Manuel Alegre, José Gomes Ferreira ou Carlos de Oliveira? O que era cantar em nome da liberdade num país onde ela não existia?
Eis algumas das perguntas a que este livro, escrito a pensar nos leitores jovens, pretend

Misto de testemunho e de memória pessoal, Zeca Afonso e a Malta das Cantigas tem como autor José Jorge Letria, jornalista e escritor com vasta obra publicada e premiada, que foi, ao lado de José Afonso, Manuel Freire, Francisco Fanhais, Adriano Correia de Oliveira, entre outros, um dos mais destacados cantores da Resistência, com vários discos publicados antes e depois do 25 de Abril.
Zeca Afonso e a Malta das Cantigas não é só um livro sobre cantores e canções, é também um testemunho vivo de um tempo em que Portugal e os Portugueses viviam privados das liberdades fundamentais.
quinta-feira, 29 de julho de 2010
Se eu podia viver sem ler?
Poder, podia, mas os mais inóspitos locais não percorreria, na corrente do tempo não viajaria, nem perante outros seres (in)existentes me prostraria.
Frase da turma A do 11º ano vencedora do Concurso "Se eu podia viver sem ler? Poder, podia, mas..."
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Viajemos então!
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Frase da turma A do 11º ano vencedora do Concurso "Se eu podia viver sem ler? Poder, podia, mas..."
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Viajemos então!
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Nestes textos de viagem, Cadilhe ocupa-se dos seus temas habituais: aventuras e contratempos, encontros e reencontros, subdesenvolvimento e choque cultural, pasmo e beleza, solidariedade e fé num mundo melhor.
Pela Patagónia abaixo, pela Indonésia acima, pelas ilhas do Pacífico e do Índico, pelos mares da Tasmânia ou das Caraíbas, pelas cidades dos Andes, da Europa e de África, o olhar maravilhado do viajante percorre a Terra com uma certeza: a Lua pode esperar.
"Só te falta ir à Lua", dizem-lhe. "À Lua para quê?", responde. "Tudo o que me interessa está aqui, na terra."
Nestes textos de viagem, Cadilhe ocupa-se dos seus temas habituais: aventuras e contratempos, encontros e reencontros, subdesenvolvimento e choque cultural, pasmo e beleza, solidariedade e fé num mundo melhor.
Pela Patagónia abaixo, pela Indonésia acima, pelas ilhas do Pacífico e do Índico, pelos mares da Tasmânia ou das Caraíbas, pelas cidades dos Andes, da Europa e de África, o olhar maravilhado do viajante percorre a Terra com uma certeza: a Lua pode esperar.
"Só te falta ir à Lua", dizem-lhe. "À Lua para quê?", responde. "Tudo o que me interessa está aqui, na terra."
quarta-feira, 28 de julho de 2010
Se eu podia viver sem ler?
Poder, podia, mas os heróis não conheceria e no mundo dos sonhos não navegaria…
Frase da turma D do 9º ano vencedora do Concurso "Se eu podia viver sem ler? Poder, podia, mas..."
Frase da turma D do 9º ano vencedora do Concurso "Se eu podia viver sem ler? Poder, podia, mas..."
E já que falamos de heróis...
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O sétimo herói, de João Aguiar

Jorge tem 18 anos, óculos, um estranho gosto pela leitura e uma grande timidez natural que se manifesta, sobretudo, perante as raparigas.
Ele e dois amigos formam o Clube dos Poetas Semi-Vivos, cuja bebida sagrada é o ginger ale. Sem limão.
Nada fazia prever que Jorge fosse empurrado para um mundo fantástico, onde ninguém usava óculos. E que nesse mundo tivesse de enfrentar enormes riscos, lutar com espada, com adaga, com lança, com o cérebro. Nada fazia prever que se transformasse num herói, coisa que jamais lhe passara pela cabeça. No entanto, isso aconteceu — e aconteceu porque o espreitavam três pares de olhinhos verdes…
terça-feira, 27 de julho de 2010
Se eu podia viver sem ler?

Frase da turma C do 5º ano vencedora do Concurso "Se eu podia viver sem ler? Poder, podia, mas..."
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E para que tenham um Verão mágico...
Nanny Mcphee e o toque de Magia, de Emma Thompson
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Não acreditas que os porquinhos voam?!
Nesta nova aventura, Nanny McPhee bate à porta de uma jovem mãe que tenta desesperadamente gerir a sua quinta familiar enquanto o seu marido está longe na guerra.
Nesta nova aventura, Nanny McPhee bate à porta de uma jovem mãe que tenta desesperadamente gerir a sua quinta familiar enquanto o seu marido está longe na guerra.
sexta-feira, 23 de julho de 2010
Se eu podia viver sem ler?
Poder, podia… mas que falta me faria!
Frase da turma do 3º ano da EB1 do Linhó vencedora do Concurso "Se eu podia viver sem ler? Poder, podia, mas..."
Frase da turma do 3º ano da EB1 do Linhó vencedora do Concurso "Se eu podia viver sem ler? Poder, podia, mas..."
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E para que não falte, cá está mais uma proposta de leitura.
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Ismael é um coelho bravo que vive no bosque. Dos seus 51 irmãos, foi ele o escolhido pelo pai, o respeitado Coelho Maltese, para ficar junto de si e aprender tudo o que ele tinha para ensinar: todos os segredos do bosque, todos os segredos do mundo. A Ismael, o pai aconselha-o, entre outras coisas, a ter cuidado com os homens, esses bichos inteligentes que escrevem a língua que falam. Mal sabe Coelho Maltese que a abertura ao mundo o levará a conhecer a música e, sobretudo, a figura memorável de um jovem músico chamado Chopin.
E para que não falte, cá está mais uma proposta de leitura.
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Ismael é um coelho bravo que vive no bosque. Dos seus 51 irmãos, foi ele o escolhido pelo pai, o respeitado Coelho Maltese, para ficar junto de si e aprender tudo o que ele tinha para ensinar: todos os segredos do bosque, todos os segredos do mundo. A Ismael, o pai aconselha-o, entre outras coisas, a ter cuidado com os homens, esses bichos inteligentes que escrevem a língua que falam. Mal sabe Coelho Maltese que a abertura ao mundo o levará a conhecer a música e, sobretudo, a figura memorável de um jovem músico chamado Chopin.
terça-feira, 20 de julho de 2010
Se eu podia viver sem ler?
Poder, podia, … mas a vida seria vazia.
Frase do JI de S. Pedro vencedora do Concurso "Se eu podia viver sem ler? Poder, podia, mas..."
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Frase do JI de S. Pedro vencedora do Concurso "Se eu podia viver sem ler? Poder, podia, mas..."
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E, para que vida não seja vazia, aqui fica mais uma sugestão de leitura.
A Lagartinha muito Comilona, de Eric Carle

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À luz da Lua, um pequenino ovo descansava numa folha. Num domingo de manhã, o sol quente chegou e PLOC!..., de dentro do ovo saiu uma lagartinha magra e esfomeada.
Livro recomendado para crianças dos 2 aos 3 anos.
À luz da Lua, um pequenino ovo descansava numa folha. Num domingo de manhã, o sol quente chegou e PLOC!..., de dentro do ovo saiu uma lagartinha magra e esfomeada.
Livro recomendado para crianças dos 2 aos 3 anos.
quinta-feira, 15 de julho de 2010
Boa leitura tudo cura!

Às palavras poéticas de Lídia Jorge juntam-se as ilustrações de Danuta Wojciechowska. Um livro que, através de um pequneo animal, fala do triunfo da tolerância entre pessoas.
sábado, 10 de julho de 2010
quarta-feira, 7 de julho de 2010
Verão a ler dá saúde e faz crescer

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Boas Férias, Miguel!
de Maria Teresa Maia Gonzalez
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Se pudesse, Miguel hibernaria o mês de Agosto inteirinho, só para não passar pela tremenda seca que iam ser as suas férias!... O cenário era, no mínimo, desolador: o pai ia em lua-de-mel para o Brasil com a sua segunda mulher, a mãe vivia agora nos Açores com a nova família, e ele era despachado para o meio do Alentejo, para o monte de uma tia que nunca tinha visto e que ainda por cima vivia rodeada de bicharada. Para cúmulo, o aniversário dos seus quinze anos ia calhar exactamente por aqueles dias… Mas uma grande surpresa o aguardava no Monte da Azinheira Grande! Uma surpresa colorida pelos tons da verdadeira amizade e da alegria mais espontânea! Miguel descobre o que é ser genuinamente feliz!
de Maria Teresa Maia Gonzalez
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Se pudesse, Miguel hibernaria o mês de Agosto inteirinho, só para não passar pela tremenda seca que iam ser as suas férias!... O cenário era, no mínimo, desolador: o pai ia em lua-de-mel para o Brasil com a sua segunda mulher, a mãe vivia agora nos Açores com a nova família, e ele era despachado para o meio do Alentejo, para o monte de uma tia que nunca tinha visto e que ainda por cima vivia rodeada de bicharada. Para cúmulo, o aniversário dos seus quinze anos ia calhar exactamente por aqueles dias… Mas uma grande surpresa o aguardava no Monte da Azinheira Grande! Uma surpresa colorida pelos tons da verdadeira amizade e da alegria mais espontânea! Miguel descobre o que é ser genuinamente feliz!
terça-feira, 6 de julho de 2010
Matilde Rosa Araújo

Deixa mais de 20 livros para a infância, entre eles O Livro da Tila (nome pelo qual era conhecida entre os amigos), História de uma Flor, As Crianças, Todas As Crianças, Camões, Poeta Mancebo e Pobre, O Palhaço Verde, De Que São Feitos os Sonhos, O Sol e o Menino dos Pés Frios, As Fadas Verdes, ... entre tantos outros.
Uma pequeníssima passagem de uma entrevista:
...
- Passemos aos nossos dias. Como a vê a Educação?
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- Eu queria que estivesse melhor, mas é fácil querer isto... Encontro, no entanto, professores maravilhosos que continuam a querer fazer progredir os alunos com inteligência e amor. Hoje encontro ainda uma realidade que eu não tinha, a existência de bibliotecas actuantes. Agora as bibliotecas têm vida, dantes havia livros em armários...
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-Não é das que comunga da ideia de que os jovens lêem menos hoje em dia?
-Não é das que comunga da ideia de que os jovens lêem menos hoje em dia?
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- Podem parecer ler menos, porque a massa dos jovens escolarizados é grande. Mas lêem. Antigamente esse espaço de potenciais leitores era muito mais reduzido, hoje há uma maior diversidade de circunstâncias para se ser leitor. O tempo de que o aluno dispõe também é diferente. A televisão podia ter um papel não digo didáctico, no sentido estrito do termo, mas fecundo na abertura para a cultura, não uma cultura elitista mas a cultura autêntica da vida com verdadeiro entendimento da Infância e da Juventude. E também temos os computadores e a Internet, ainda assim não podemos deixar que a "leitura" fique só por aí. De forma alguma.
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- Uma das mudanças tem a ver com o facto de muitas escolas proporcionarem um contacto directo com os escritores...
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- Os alunos, muitas vezes, julgavam que os escritores tinham todos morrido e quando começámos a aparecer por lá... mostrámos afinal que não éramos o "clube dos poetas mortos"... E, hoje, o encontro é tão feliz. Desses encontros trago sempre um quinhão de felicidade que os alunos generosamente me entregam na fraternidade do ler, do seu ler. Uma felicidade que me ensina tanto. Assim eu possa continuar a aprender.
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.......
Disse Agostinho da Silva :
Escrevendo ou lendo nos unimos para além do tempo e do espaço, e os limitados braços se põem a abraçar o mundo; a riqueza de outros nos enriquece a nós. Leia.
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(re)Leiam Matilde Rosa Araújo, partilhem da sua riqueza, abracem o mundo.
sábado, 3 de julho de 2010
Verão a ler dá saúde e faz crescer
Uma forma divertida de promover a leitura nas férias que aí estão.
sábado, 26 de junho de 2010
Sapatos sujos
Um texto notável (e não o são todos?) escrito por Mia Couto.
http://www.macua.org/miacouto/MiaCoutoISCTEM2005.htm
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Em Março de 2005, foi convidado a fazer uma “oração de sapiência” no Instituto Superior de Ciências e Tecnologia de Moçambique e, conhecendo muito bem a realidade sociológica e económica de Moçambique, um dos países mais pobres do mundo, e desejando reflectir publicamente sobre as inércias que tolhem o desenvolvimento daquela nação, escreveu e leu uma “lição” sobre um dos seus temas de eleição, o combate à pobreza e aos preconceitos enraizados.
Em Março de 2005, foi convidado a fazer uma “oração de sapiência” no Instituto Superior de Ciências e Tecnologia de Moçambique e, conhecendo muito bem a realidade sociológica e económica de Moçambique, um dos países mais pobres do mundo, e desejando reflectir publicamente sobre as inércias que tolhem o desenvolvimento daquela nação, escreveu e leu uma “lição” sobre um dos seus temas de eleição, o combate à pobreza e aos preconceitos enraizados.
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Começou por referir que “Não podemos entrar na modernidade com o actual fardo de preconceitos. À porta da modernidade precisamos de nos descalçar.”
E contou "sete sapatos sujos” que “necessitamos deixar na soleira da porta dos tempos novos” :
Começou por referir que “Não podemos entrar na modernidade com o actual fardo de preconceitos. À porta da modernidade precisamos de nos descalçar.”
E contou "sete sapatos sujos” que “necessitamos deixar na soleira da porta dos tempos novos” :
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Primeiro sapato: A ideia que os culpados são sempre os outros e nós somos sempre vítimas;
Primeiro sapato: A ideia que os culpados são sempre os outros e nós somos sempre vítimas;
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Segundo sapato: A ideia de que o sucesso não nasce do trabalho;
Segundo sapato: A ideia de que o sucesso não nasce do trabalho;
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Terceiro sapato: O preconceito de que quem critica é um inimigo;
Terceiro sapato: O preconceito de que quem critica é um inimigo;
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Quarto sapato: A ideia que mudar as palavras muda a realidade;
Quarto sapato: A ideia que mudar as palavras muda a realidade;
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Quinto sapato: A vergonha de ser pobre e o culto das aparências;
Quinto sapato: A vergonha de ser pobre e o culto das aparências;
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Sexto sapato: A passividade perante a injustiça;
Sexto sapato: A passividade perante a injustiça;
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Sétimo sapato: A ideia de que para sermos modernos temos que imitar os outros.
Sétimo sapato: A ideia de que para sermos modernos temos que imitar os outros.
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Vale a pena ler o texto integral em:http://www.macua.org/miacouto/MiaCoutoISCTEM2005.htm
quinta-feira, 24 de junho de 2010
1000 Famílias
Depois de Berlim, Paris, Madrid, Bruxelas e Nova Iorque, com cerca de 10 milhões de visitantes, a Amnistia Internacional Portugal apresenta a exposição: 1000 Famílias - O álbum de família do Planeta Terra.
Entre 1996 e 2000, o fotógrafo Alemão Uwe Ommer percorreu os cinco continentes fotografando famílias com o objectivo de criar um “álbum de família” para o nosso planeta.
Foi uma viagem de mais de 250.000 quilómetros, em que se sucederam as mais inacreditáveis histórias : Ommer cruzou-se com salteadores de camiões, fez novos amigos, encontrou elefantes capazes de “sorrir” para uma fotografia, …
De regresso a casa, Ommer iniciou a árdua tarefa de seleccionar 1.251 fotografias para integrarem o seu álbum e o resultado foi nas palavras do próprio: “Simplesmente magnífico!”
A exposição 1000 Famílias foi apresentada pela primeira vez em Setembro de 2000, na cidade de Colónia, na Alemanha, e desde então percorreu as principais cidades mundiais sendo alvo dos mais rasgados elogios, não só pela sua originalidade e beleza, mas também pela ideia que transmite de que afinal, pelo mundo fora, temos todos muito em comum.
Entre 1996 e 2000, o fotógrafo Alemão Uwe Ommer percorreu os cinco continentes fotografando famílias com o objectivo de criar um “álbum de família” para o nosso planeta.
Foi uma viagem de mais de 250.000 quilómetros, em que se sucederam as mais inacreditáveis histórias : Ommer cruzou-se com salteadores de camiões, fez novos amigos, encontrou elefantes capazes de “sorrir” para uma fotografia, …
De regresso a casa, Ommer iniciou a árdua tarefa de seleccionar 1.251 fotografias para integrarem o seu álbum e o resultado foi nas palavras do próprio: “Simplesmente magnífico!”
A exposição 1000 Famílias foi apresentada pela primeira vez em Setembro de 2000, na cidade de Colónia, na Alemanha, e desde então percorreu as principais cidades mundiais sendo alvo dos mais rasgados elogios, não só pela sua originalidade e beleza, mas também pela ideia que transmite de que afinal, pelo mundo fora, temos todos muito em comum.
Não percam! Acaba a 30 de Junho.
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sábado, 19 de junho de 2010
Saramago
«Só se nos detivermos a pensar nas pequenas coisas chegaremos a compreender as grandes.»
José Saramago
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O Prémio Nobel da Literatura, morreu ontem, aos 87 anos, na sua casa de Lanzarote.
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Em jeito de homenagem, aqui fica a animação do seu único conto infantil.
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Em jeito de homenagem, aqui fica a animação do seu único conto infantil.
sexta-feira, 18 de junho de 2010
Boa leitura aborrecimento cura

O resultado desta perigosa experiência é um tiro certeiro: nove contos policiais de alto calibre!
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«É um crime, caro leitor. Um crime! A vítima somos nós, leitores portugueses, e não há dados que nos apontem para um possível assassino. É praticamente um dado unânime que a literatura portuguesa é vítima de um crime de ausência: a do policial entre a nossa ficção. (...) Talvez a melhor solução seja mesmo um livro de contos policiais, com uma mira atirada à própria cultura de um país. Daí este livro que tem em mãos...»
Pedro Sena-Lino, coordenador desta colectânea
terça-feira, 15 de junho de 2010
Ler para saber e ... ajudar!
«Naturalmente convencidos que este pequeno exemplo não resolverá as necessidades totais dessa Organização, cada um de nós reescreveu histórias conhecidas, pondo nas linhas e nas entrelinhas a sua mensagem contemporânea, obedecendo a uma clara vontade de, às velhas e maléficas práticas, contribuir para esperanças novas dos que, no terreno, lutam honorificamente e cheios de dificuldades para atenuar terríveis sofrimentos.»
40 jornalistas, outras tantas versões de contos infantis, para ajudar a ONG “SOS Crianças Talibés” na reconstrução de um centro de acolhimento para crianças resgatadas a redes de tráfico que operam a partir da Guiné-Bissau, e assim surge Histórias sem aquele Era uma vez.
40 jornalistas, outras tantas versões de contos infantis, para ajudar a ONG “SOS Crianças Talibés” na reconstrução de um centro de acolhimento para crianças resgatadas a redes de tráfico que operam a partir da Guiné-Bissau, e assim surge Histórias sem aquele Era uma vez.
segunda-feira, 14 de junho de 2010
domingo, 13 de junho de 2010
Fernando Pessoa (1888 – 1935)

. Ai que prazer
Não cumprir um dever,
Ter um livro para ler
E não o fazer!Ler é maçada,
Estudar é nada.
O sol doira
Sem literatura.
O rio corre, bem ou mal,
Sem edição original.E a brisa, essa,
De tão naturalmente matinal,
Como tem tempo não tem pressa...
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Livros são papéis pintados com tinta.
Estudar é uma coisa em que está indistinta
A distinção entre nada e coisa nenhuma.
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Quanto é melhor, quanto há bruma,
Esperar por D. Sebastião,
Quer venha ou não!
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Grande é a poesia, a bondade e as danças...
Mas o melhor do mundo são as crianças,
Flores, música, o luar, e o sol, que peca
Só quando, em vez de criar, seca.
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O mais que isto
É Jesus Cristo,
Que não sabia nada de finanças
Nem consta que tivesse biblioteca...
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E de Fernando Pessoa ainda um texto soberbo e actual.
Nascido para Mandar
Os homens dividem-se, na vida prática, em três categorias - os que nasceram para mandar, os que nasceram para obedecer, e os que não nasceram nem para uma coisa nem para outra. Estes últimos julgam sempre que nasceram para mandar; julgam-no mesmo mais frequentemente que os que efectivamente nasceram para o mando. O característico principal do homem que nasceu para mandar é que sabe mandar em si mesmo.
O característico distintivo do homem que nasceu para obedecer é que sabe mandar só nos outros, sabendo obedecer também. O homem que não nasceu nem para uma coisa nem para outra distingue-se por saber mandar nos outros mas não saber obedecer. O homem que nasceu para mandar é o homem que impõe deveres a si mesmo. O homem que nasceu para obedecer é incapaz de se impor deveres, mas é capaz de executar os deveres que lhe são impostos (seja por superiores, seja por fórmulas sociais), e de transmitir aos outros a sua obediência; manda, não porque mande, mas porque é um transmissor de obediência. O homem que não nasceu nem para mandar nem para obedecer sabe só mandar, mas como nem manda por índole nem por transmissão de obediência, só é obedecido por qualquer circunstância externa - o cargo que exerce, a posição social que ocupa, a fortuna que tem...
Os homens dividem-se, na vida prática, em três categorias - os que nasceram para mandar, os que nasceram para obedecer, e os que não nasceram nem para uma coisa nem para outra. Estes últimos julgam sempre que nasceram para mandar; julgam-no mesmo mais frequentemente que os que efectivamente nasceram para o mando. O característico principal do homem que nasceu para mandar é que sabe mandar em si mesmo.
O característico distintivo do homem que nasceu para obedecer é que sabe mandar só nos outros, sabendo obedecer também. O homem que não nasceu nem para uma coisa nem para outra distingue-se por saber mandar nos outros mas não saber obedecer. O homem que nasceu para mandar é o homem que impõe deveres a si mesmo. O homem que nasceu para obedecer é incapaz de se impor deveres, mas é capaz de executar os deveres que lhe são impostos (seja por superiores, seja por fórmulas sociais), e de transmitir aos outros a sua obediência; manda, não porque mande, mas porque é um transmissor de obediência. O homem que não nasceu nem para mandar nem para obedecer sabe só mandar, mas como nem manda por índole nem por transmissão de obediência, só é obedecido por qualquer circunstância externa - o cargo que exerce, a posição social que ocupa, a fortuna que tem...
sábado, 12 de junho de 2010
Dia Mundial Contra o Trabalho Infantil
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Em 2002, a Organização Internacional do trabalho (OIT) instituiu 0 dia 12 de Junho Dia Mundial Contra o Trabalho Infantil, dando assim visibilidade ao flagelo da exploração das crianças e sublinhando igualmente a importância de um compromisso global para a sua eliminação.
Em 2002, a Organização Internacional do trabalho (OIT) instituiu 0 dia 12 de Junho Dia Mundial Contra o Trabalho Infantil, dando assim visibilidade ao flagelo da exploração das crianças e sublinhando igualmente a importância de um compromisso global para a sua eliminação.
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Falar de trabalho infantil é falar de tarefas que roubam à criança o direito de viver plenamente a sua infância e, que directa ou indirectamente, têm uma natureza económica.
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Este dia vem relembrar que os governos e a sociedade têm de reforçar a sua determinação e agir de em conformidade com os “lamentos” em que são pródigos.
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O que dizem as crianças:
Falar de trabalho infantil é falar de tarefas que roubam à criança o direito de viver plenamente a sua infância e, que directa ou indirectamente, têm uma natureza económica.
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Este dia vem relembrar que os governos e a sociedade têm de reforçar a sua determinação e agir de em conformidade com os “lamentos” em que são pródigos.
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O que dizem as crianças:
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Ajudo a fazer sapatos, a coser. Coso antes de vir para a escola e à noite, dois sacos por dia, quarenta sapatos, vinte pares.
V.M. (10 anos)Ajudo a fazer sapatos, a coser. Coso antes de vir para a escola e à noite, dois sacos por dia, quarenta sapatos, vinte pares.
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Eu brinco ao fim-de-semana.
S.C. (9 anos)
quinta-feira, 10 de junho de 2010
Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas

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Diz Conceição Meireles, investigadora especialista em História Contemporânea de Portugal, que Camões representava o génio da pátria, representava Portugal na sua dimensão mais esplendorosa e mais genial. O feriado em honra de Camões, considerado um dos símbolos da Nação, passou a ser a 10 de Junho uma vez que se aponta esta data como sendo a da morte do poeta que escreveu Os Lusíadas.
.Diz Conceição Meireles, investigadora especialista em História Contemporânea de Portugal, que Camões representava o génio da pátria, representava Portugal na sua dimensão mais esplendorosa e mais genial. O feriado em honra de Camões, considerado um dos símbolos da Nação, passou a ser a 10 de Junho uma vez que se aponta esta data como sendo a da morte do poeta que escreveu Os Lusíadas.
Um dos seus mais belos poemas:
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Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades
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Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades,
Muda-se o ser, muda-se a confiança;
Todo o mundo é composto de mudança,
Tomando sempre novas qualidades.
Continuamente vemos novidades,
Diferentes em tudo da esperança;
Do mal ficam as mágoas na lembrança,
E do bem, se algum houve, as saudades.
O tempo cobre o chão de verde manto,
Que já coberto foi de neve fria,
E em mim converte em choro o doce canto.
E, afora este mudar-se cada dia,
Outra mudança faz de mor espanto:
Que não se muda já como soía.
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Dia das Comunidades
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Até ao 25 de Abril de 1974, o 10 de Junho era conhecido como o Dia de Camões, de Portugal e da Raça. Oliveira Salazar, na inauguração do Estádio Nacional em 1944, tinha denominado também o dia 10 de Junho como o Dia da Raça, em memória das vítimas da guerra colonial. A partir de 1963, o feriado do 10 de Junho assumiu-se como uma homenagem às Forças Armadas e uma exaltação da guerra e do poder colonial.
Não se revendo neste feriado, em 1978 a segunda república converte-o em Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, homenageando os milhões de portugueses espalhados pelo mundo.
Até ao 25 de Abril de 1974, o 10 de Junho era conhecido como o Dia de Camões, de Portugal e da Raça. Oliveira Salazar, na inauguração do Estádio Nacional em 1944, tinha denominado também o dia 10 de Junho como o Dia da Raça, em memória das vítimas da guerra colonial. A partir de 1963, o feriado do 10 de Junho assumiu-se como uma homenagem às Forças Armadas e uma exaltação da guerra e do poder colonial.
Não se revendo neste feriado, em 1978 a segunda república converte-o em Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, homenageando os milhões de portugueses espalhados pelo mundo.
quarta-feira, 9 de junho de 2010
José Gomes ferreira

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Nascido no Porto em 1900, a viver em Lisboa desde os 4 anos, formou-se em Direito em 1924, tendo sido cônsul na Noruega entre 1925 e 1929. Após o seu regresso a Portugal, enveredou pela carreira jornalística, colaborando com de vários jornais e revistas, tais como a Presença, a Seara Nova e Gazeta Musical e de Todas as Artes.
Nascido no Porto em 1900, a viver em Lisboa desde os 4 anos, formou-se em Direito em 1924, tendo sido cônsul na Noruega entre 1925 e 1929. Após o seu regresso a Portugal, enveredou pela carreira jornalística, colaborando com de vários jornais e revistas, tais como a Presença, a Seara Nova e Gazeta Musical e de Todas as Artes.
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Da sua obra poética destacam-se, para além do volume de estreia, Lírios do Monte (1918), Poesia, Poesia II e Poesia III (1948, 1950 e 1961, respectivamente), recebendo este último o Grande Prémio de Poesia da Sociedade Portuguesa de Escritores.
A sua obra poética foi reunida em 1977-1978, em Poeta Militante.
O seu pendor jornalístico reflecte-se nos volumes de crónicas O Mundo dos Outros (1950) e O Irreal Quotidiano (1971).
No campo da ficção escreveu O Mundo Desabitado (1960), Aventuras de João Sem Medo (1963), Imitação dos Dias (1966), Tempo Escandinavo (1969) e O Enigma da Árvore Enamorada (1980). O seu livro de reflexões e memórias A Memória das Palavras (1965) recebeu o Prémio da Casa da Imprensa.
É autor ainda de ensaios sobre literatura, tendo organizado, com Carlos de Oliveira, a antologia Contos Tradicionais Portugueses (1958).
Da sua obra poética destacam-se, para além do volume de estreia, Lírios do Monte (1918), Poesia, Poesia II e Poesia III (1948, 1950 e 1961, respectivamente), recebendo este último o Grande Prémio de Poesia da Sociedade Portuguesa de Escritores.
A sua obra poética foi reunida em 1977-1978, em Poeta Militante.
O seu pendor jornalístico reflecte-se nos volumes de crónicas O Mundo dos Outros (1950) e O Irreal Quotidiano (1971).
No campo da ficção escreveu O Mundo Desabitado (1960), Aventuras de João Sem Medo (1963), Imitação dos Dias (1966), Tempo Escandinavo (1969) e O Enigma da Árvore Enamorada (1980). O seu livro de reflexões e memórias A Memória das Palavras (1965) recebeu o Prémio da Casa da Imprensa.
É autor ainda de ensaios sobre literatura, tendo organizado, com Carlos de Oliveira, a antologia Contos Tradicionais Portugueses (1958).
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Vivam, apenas
Vivam, apenas
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Vivam, apenas.
Sejam bons como o sol.
Livres como o vento
naturais como as fontes.
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Vivam, apenas.
Sejam bons como o sol.
Livres como o vento
naturais como as fontes.
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Imitem as árvores dos caminhos
Que dão flores e frutos
Sem complicações.
Que dão flores e frutos
Sem complicações.
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Mas não queiram convencer os cardos
A transformar os espinhos
Em rosas e canções.
Mas não queiram convencer os cardos
A transformar os espinhos
Em rosas e canções.
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E principalmente não pensem na Morte.
Não sofram por causa dos cadáveres
Que só são belos
Quando se desenham na terra em flores.
E principalmente não pensem na Morte.
Não sofram por causa dos cadáveres
Que só são belos
Quando se desenham na terra em flores.
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Vivam, apenas.
A morte é para os mortos.
Vivam, apenas.
A morte é para os mortos.
terça-feira, 8 de junho de 2010
Dia Mundial dos Oceanos

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Os oceanos têm um papel vital nas nossas vidas. Cobrindo mais de 70% da superfície da Terra, os oceanos contribuem para a regulação do clima dando origem à maior parte da precipitação, regulam os padrões de ventos e temperaturas e são responsáveis pela prestação de inúmeros serviços.
Os oceanos têm um papel vital nas nossas vidas. Cobrindo mais de 70% da superfície da Terra, os oceanos contribuem para a regulação do clima dando origem à maior parte da precipitação, regulam os padrões de ventos e temperaturas e são responsáveis pela prestação de inúmeros serviços.
Apesar da sua extrema importância, os oceanos encontram-se actualmente ameaçados sob a pressão não só da sobrepesca - pesca excessiva - de algumas espécies, mas também de fenómenos como a destruição de habitat, poluição e a introdução de espécies exóticas invasoras, a que se associou recentemente o aquecimento global. É assim fundamental agir prontamente em prol da integridade deste mega-ecossistema que é Oceano Global formado pelos vários oceanos, com vista a assegurar o futuro, o nosso e o de todas as criaturas que nele habitam ou que dele dependem.
segunda-feira, 7 de junho de 2010
Prémio Camões 2010

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O poeta e dramaturgo brasileiro Ferreira Gullar é o mais recente distinguido com este prémio.
Nascido a 10 de Setembro de 1930, na capital do estado brasileiro do Maranhão, e a viver actualmente no Rio de Janeiro, tem uma longa carreira literária e de intervenção social e política.
Sempre bastante activo, mesmo com as restrições impostas pelo regime militar de 1964, foi preso e entrou na clandestinidade, seguindo-se o exílio em Moscovo, Santiago do Chile, Lima e Buenos Aires até ser absolvido e poder regressar.
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Em 2009, foi considerado uma das cem mais influentes personalidades do Brasil. Ou seja, um "resmungão", como ele próprio se assume, social e intelectualmente activo.
Em 2009, foi considerado uma das cem mais influentes personalidades do Brasil. Ou seja, um "resmungão", como ele próprio se assume, social e intelectualmente activo.
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Um poema de Ferreira Gullar que despertou a vontade de o ler.
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Metade
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Que a força do medo que eu tenho,
não me impeça de ver o que anseio.
Que a morte de tudo o que acredito
não me tape os ouvidos e a boca.
Porque metade de mim é o que eu grito,
mas a outra metade é silêncio...
Que a música que eu ouço ao longe,
seja linda, ainda que triste...
Que a mulher que eu amo
seja para sempre amada
mesmo que distante.
Porque metade de mim é partida,
mas a outra metade é saudade.
Que as palavras que eu falo
não sejam ouvidas como prece
e nem repetidas com fervor,
apenas respeitadas,
como a única coisa que resta
a um homem inundado de sentimentos.
Porque metade de mim é o que ouço,
mas a outra metade é o que calo.
Que essa minha vontade de ir embora
se transforme na calma e na paz
que eu mereço.
E que essa tensão
que me corrói por dentro
seja um dia recompensada.
Porque metade de mim é o que eu penso,
mas a outra metade é um vulcão.
Que o medo da solidão se afaste
e que o convívio comigo mesmo
se torne ao menos suportável.
Que o espelho reflicta em meu rosto,
um doce sorriso,
que me lembro ter dado na infância.
Porque metade de mim
é a lembrança do que fui,
a outra metade eu não sei.
Que não seja preciso
mais do que uma simples alegria
para me fazer aquietar o espírito.
E que o teu silêncio
me fale cada vez mais.
Porque metade de mim
é abrigo, mas a outra metade é cansaço.
Que a arte nos aponte uma resposta,
mesmo que ela não saiba.
E que ninguém a tente complicar
porque é preciso simplicidade
para fazê-la florescer.
Porque metade de mim é platéia
e a outra metade é canção.
E que a minha loucura seja perdoada.
Porque metade de mim é amor,
e a outra metade...
também
não me impeça de ver o que anseio.
Que a morte de tudo o que acredito
não me tape os ouvidos e a boca.
Porque metade de mim é o que eu grito,
mas a outra metade é silêncio...
Que a música que eu ouço ao longe,
seja linda, ainda que triste...
Que a mulher que eu amo
seja para sempre amada
mesmo que distante.
Porque metade de mim é partida,
mas a outra metade é saudade.
Que as palavras que eu falo
não sejam ouvidas como prece
e nem repetidas com fervor,
apenas respeitadas,
como a única coisa que resta
a um homem inundado de sentimentos.
Porque metade de mim é o que ouço,
mas a outra metade é o que calo.
Que essa minha vontade de ir embora
se transforme na calma e na paz
que eu mereço.
E que essa tensão
que me corrói por dentro
seja um dia recompensada.
Porque metade de mim é o que eu penso,
mas a outra metade é um vulcão.
Que o medo da solidão se afaste
e que o convívio comigo mesmo
se torne ao menos suportável.
Que o espelho reflicta em meu rosto,
um doce sorriso,
que me lembro ter dado na infância.
Porque metade de mim
é a lembrança do que fui,
a outra metade eu não sei.
Que não seja preciso
mais do que uma simples alegria
para me fazer aquietar o espírito.
E que o teu silêncio
me fale cada vez mais.
Porque metade de mim
é abrigo, mas a outra metade é cansaço.
Que a arte nos aponte uma resposta,
mesmo que ela não saiba.
E que ninguém a tente complicar
porque é preciso simplicidade
para fazê-la florescer.
Porque metade de mim é platéia
e a outra metade é canção.
E que a minha loucura seja perdoada.
Porque metade de mim é amor,
e a outra metade...
também
sexta-feira, 4 de junho de 2010
Dia Mundial das Crianças Vítimas de Agressão

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Decorridos vinte e oito anos, a tragédia é vivida em todo o mundo por milhões de crianças que sofrem os mais diversos e cruéis tipos de agressão: física, psicológica, sexual, …
Decorridos vinte e oito anos, a tragédia é vivida em todo o mundo por milhões de crianças que sofrem os mais diversos e cruéis tipos de agressão: física, psicológica, sexual, …
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Denominado por muitos Século da Criança, o século XX foi palco de grandes conquistas que foram, em grande parte, possíveis graças aos estudos de psicólogos, educadores e sociólogos, que trouxeram uma nova “visão” da criança.
Denominado por muitos Século da Criança, o século XX foi palco de grandes conquistas que foram, em grande parte, possíveis graças aos estudos de psicólogos, educadores e sociólogos, que trouxeram uma nova “visão” da criança.
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Que seja agora (não esperemos por mais um século!) o tempo de nos redimirmos da indiferença, do silêncio, da cumplicidade, da resignação, da inacção, fazendo o que cada um e a todos cabe: denunciar, tomar partido, agir!
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Sobre a criança, deixo-vos este excerto de Rosto Precário de Eugénio de Andrade:
Que seja agora (não esperemos por mais um século!) o tempo de nos redimirmos da indiferença, do silêncio, da cumplicidade, da resignação, da inacção, fazendo o que cada um e a todos cabe: denunciar, tomar partido, agir!
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Sobre a criança, deixo-vos este excerto de Rosto Precário de Eugénio de Andrade:
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“… a sua relação com o mundo não é a da utilidade, mas a do prazer. Elas não conhecem ainda os dois grandes inimigos da alma, que são, como disse Saint-Exupéry, o dinheiro e a vaidade. Estas frágeis criaturas, as únicas desde a origem destinadas à imortalidade, são também as mais vulneráveis — elas têm o peito aberto às maravilhas do mundo, mas estão sem defesa para a bestialidade humana que, apesar de tanta tecnologia de ponta, não diminui nem se extingue.
O sofrimento de uma criança é de uma ordem tão monstruosa que, frequentemente, é usado como argumento para a negação da bondade divina. Não, não há salvação para quem faça sofrer uma criança, que isto se grave indelevelmente nos vossos espíritos. O simples facto de consentirmos que milhões e milhões de crianças padeçam fome, e reguem com as suas lágrimas a terra onde terão ainda de lutar um dia pela justiça e pela liberdade, prova bem que não somos filhos de Deus.”
“… a sua relação com o mundo não é a da utilidade, mas a do prazer. Elas não conhecem ainda os dois grandes inimigos da alma, que são, como disse Saint-Exupéry, o dinheiro e a vaidade. Estas frágeis criaturas, as únicas desde a origem destinadas à imortalidade, são também as mais vulneráveis — elas têm o peito aberto às maravilhas do mundo, mas estão sem defesa para a bestialidade humana que, apesar de tanta tecnologia de ponta, não diminui nem se extingue.
O sofrimento de uma criança é de uma ordem tão monstruosa que, frequentemente, é usado como argumento para a negação da bondade divina. Não, não há salvação para quem faça sofrer uma criança, que isto se grave indelevelmente nos vossos espíritos. O simples facto de consentirmos que milhões e milhões de crianças padeçam fome, e reguem com as suas lágrimas a terra onde terão ainda de lutar um dia pela justiça e pela liberdade, prova bem que não somos filhos de Deus.”
quarta-feira, 2 de junho de 2010
Boa leitura tristeza cura

A personagem principal é uma criança entre os cinco e os quinze anos, só e orgulhosa, só e inconformada com a sua solidão.
À sua volta, há outras crianças e alguns adultos com defeitos e feitios às vezes cómicos, às vezes tão tristes que dão vontade de rir.
A criança faz as coisas banais de uma vida infantil e banal: não faz nada. No fim da história, nada parece ter mudado, mas arrastaram-se móveis pesados, limparam-se os cantos à história de sempre.
É preciso abrir a janela, arejar esta casa.
É a última obra de Ana Saldanha.
quinta-feira, 27 de maio de 2010
O Que Dói às Aves
sexta-feira, 21 de maio de 2010
Dia Mundial da Diversidade Cultural para o Diálogo e o Desenvolvimento

A Declaração Universal da UNESCO sobre a Diversidade Cultural elevou a diversidade cultural à categoria de “património comum da humanidade”, “tão necessária para a humanidade como a biodiversidade biológica para os organismos vivos” e cuja defesa é um imperativo ético indissociável do respeito à dignidade individual.
Irina Bokova, directora-geral da Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (UNESCO) afirma que persistem ainda dificuldades e lacunas sobre a real compreensão dos direitos, valores e aspirações dos outros e que se impõe a consciência dos valores que são compartilhados e de tudo aquilo que une e fortalece o mundo, para que exista responsabilidade na resolução de desafios.
Bokova pediu a legisladores, comunidades e sociedade civil para fazerem sua prioridade o respeito pela diversidade cultural.
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